Dois projetos complementares para dar futuro ao território
A MAE está a desenvolver duas linhas de ação complementares — Projeto LEGADO e Novos Usos para o Território — para responder ao abandono fundiário, à fragmentação da propriedade, ao risco de incêndio e à perda de biodiversidade no interior rural.
Projeto LEGADO
Uma iniciativa focada na identificação, proteção e valorização de pequenas parcelas com interesse ecológico, com vista à criação de uma futura rede de micro-reservas adaptada à realidade do minifúndio.
Conservação a longo prazo
O projeto procura dar futuro a parcelas com valor ecológico, favorecendo a sua proteção e integração numa visão de conservação intergeracional.
Responder ao abandono e à perda de biodiversidade
Muitas parcelas abandonadas continuam a guardar linhas de água, regeneração natural e habitats relevantes, mas permanecem sem proteção ou continuidade de gestão.
Baixo impacto, regeneração natural e seleção criteriosa
O LEGADO assenta numa abordagem de observação do território, priorização ecológica e proteção progressiva, privilegiando processos naturais de regeneração.
Novos Usos para o Território
Um projeto complementar que procura criar uma resposta voluntária para terrenos marginais, abandonados ou sem perspetiva de gestão, permitindo que possam ganhar nova função ecológica.
Há muitos proprietários sem capacidade ou interesse em gerir
Ausência, envelhecimento, falta de sucessão e reduzida viabilidade económica deixam muitas parcelas numa lógica de abandono prolongado.
Dar novo destino a parcelas sem uso
O projeto pretende criar um caminho simples e voluntário para que certos terrenos possam ser doados ou integrados numa futura rede de micro-reservas orientadas para conservação.
Transparência, regeneração e proteção duradoura
A lógica do projeto assenta no respeito pela vontade do proprietário, numa gestão regenerativa clara e na exclusão de usos especulativos.
Pequenas parcelas, impacto territorial real
Em conjunto, estes dois projetos procuram criar novas formas de proteger, regenerar e dar continuidade a parcelas hoje marginalizadas, contribuindo para uma paisagem mais resiliente, biodiversa e ligada às comunidades locais.